Contas de vidro ja eram importadas pelo continente africano antes da era cristã. Contas de vidro romanas e egípcias foram encontradas nas mais antigas escavações arqueológicas na África, em todo o trajeto das rotas comerciais através do Saara até Dienne, Mali. A existência de contas de vidro provenientes da Índia na costa oriental Africana é comprovada já desde o século II. É provável que os primeiros grandes carregamentos tenham chegado por via maritima através de comerciantes árabes e persas, que as trocavam por marfim, ouro, chifres de rinoceronte e escravos.
A difusão das contas de vidro nas regiões mais distantes do interior africano ficou por conta de comerciantes intermediarios locais aumentando com a expansão das rotas comerciais. Até hoje as contas de vidro são extremamente apreciadas na África, sendo utilizadas para diversos fins como a confecção de jóias, peças de vestuário, instrumentos musicais ou objetos cerimoniais. Para além de sua função ornamental, frequentemente são atribuídos às contas de vidro significados religiosos e mágicos. Além disso, também funcionam como signo indicativo da idade, do status o de pertencerem a um determinado grupo.
A partir do século XVI, os portugueses começaram a exportar contas de vidro européias para a África, comércio do qual, nos quatro séculos seguintes, participaram também ingleses, holandeses, franceses, belgas e alemães, que despejaram no mercado africano milhões de contas de vidro provenientes de Veneza, Amsterdã e da República Tcheca. Até meados do século XIX, este comércio limitou-se às regiões costeiras e seus territorios limítrofes, e embora nessa época as contas de vidro já fossem conhecidas no interior do continente, provavelmente eram muito raras, acessíveis somente a indivíduos abastados e poderosos.
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No antigo centro de comércio, situado a noroeste da África e na divisa com o deserto do Sahara. Foi aqui que todo o comércio antigo convergiu, vindo de toda a África, para negociar seus bens e serem pagos com contas de vidro pelos europeus daquela época. Hoje em dia, famílias pobres estão lutando para sobreviver, neste lugar tão árido, criando lindas peças feitas destes mesmos vidros encontrados no chão aos montes remodelando-os e montando lindas peças como colares com alma e história.
Peças artesanais feitas com alma e destinadas a pessoas com almas belas
Dos antigos caminhos do comércio africano